Você merece uma vida com sentido. Topa?

lauro_milhomem_gnc_86.jpg

 

           Simplistamente faço uma analogia da vida humana, comparando-a ao nascer, com uma pedra bruta, dada por Deus a cada indivíduo, com o objetivo de ser lapidada e transformada em diamante perfeito e desejado por todos. Não para ser possuído como mercadoria, mas para ser compartilhado pelos sentidos de alegria, felicidade, cumplicidade, confiança, segurança, acolhimento, respeito, individualismo, fé, dedicação, amor, compaixão, fraternidade e apoio, fatores carentes na vida e vivencia humana contemporânea.

            Lapidar uma pedra para torná-la diamante exige conhecimento, cuidado, respeito, responsabilidade e dedicação plena, certamente muito mais simples do que lapidar uma vida. Por que muitos continuam simplesmente pedra bruta, na maneira de agir consigo e com os outros?

            A pergunta é por que o ser humano admira e fica enlouquecido por um diamante que é apenas o que sobrou de uma pedra verdadeira e não valoriza como tal a própria vida? A qual é por natureza mais importante e valiosa que um diamante, mas que precisa ser ao longo do tempo lapidada e “auto aperfeiçoada”. Claro, que por imposição divina, deve ser respeitado o direito de escolha, até mesmo de permanecer pedra bruta.

            Penso que o segredo está no sentido do olhar, pois para executar e admirar a arte lapidada, basta seguir o fluxo dos olhos para o mundo externo e contemplar o que está fora, neutralizando a capacidade de perceber que o significado e o valor do que se vê fora pode ser o que julga faltar em si. Sem olhar para o próprio interior não há como valorizar o que si é.

            Só olhando para dentro de si é possível despertar a consciência para perceber onde precisa aperfeiçoar e que a lapidação é de exclusiva auto responsabilidade, consciente que a dor e o sofrimento decorrentes serão proporcionais à resistência que oferece na aceitação das mudanças impostas pela vida.

               O evoluir humano é uma missão que exige consistência e dedicação permanente, suavizada pelo sentido que se dá a vida no presente, o que dela espera no futuro e consciente de que o passado foi o alicerce apropriado. Como disse Soichiro Honda “Eu vivo no presente, para construir o futuro, com base no passado. ”

        Diferente do lapidador de diamante que usa ferramentas materiais para transformar a pedra, o ser humano usa os próprios sentidos objetivos e subjetivos para dar vida a própria vida e aperfeiçoá-la ao longo do tempo. As ferramentas básicas de construção da vida humana são o pensamento, o sentimento e desejo, que constituem a tríade que faculta a todo indivíduo o direito da escolha do caminho a seguir. Podendo escolher a trilha da paz interior, ou a trilha da neurose, constituída pela ansiedade: (o que será o futuro?), angustia: (o passado de volta?), estresse e medo: (fiz escolha certa?)

                  Neste contexto a verdadeira liberdade e o sucesso de um indivíduo dependem de seu equilíbrio emocional. Portanto, precisa estar sempre atento ao que pensa, sente e deseja. Sendo capaz de interpretar suas atitudes e comportamentos relacionados aos sentimentos de rejeição, inferioridade e culpa.

                O pensamento, gera sentimento, que gera desejo e vice-versa. Num interminável e contínuo ciclo de movimentos alternados, os três preenchem a vida humana de sensações únicas e precisas, agradáveis e enlouquecedoras, desde a concepção até a morte.

O pensamento acelerado gera ansiedade, típico da infantilidade humana, que gera medo, podendo desaguar nos mais variados desarranjos emocionais, psicológicos e físicos. Sabe-se que o pensamento não anda sozinho, sempre traz consigo seus inseparáveis companheiros.

Os mais avançados estudos sobre o homem, ainda não foram capazes de estabelecer uma maneira de mensurar com precisão a vazão do pensamento humano e sua real velocidade. Mas é possível precisar que a existência do pensamento depende diretamente da respiração do indivíduo em ação. Assim, quanto maior a velocidade da respiração maior a quantidade de pensamentos a pessoa terá e consequentemente, mais ansiosa se sentirá. Se a respiração acelera o pensamento, pausá-la pode ser um antídoto para os males da imaginação. Todos constituídos no plano da subjetividade, formatados pela imaginação e movidos pelo pensamento. Na ausência de respiração não existe pensamento. Portanto, quanto mais profunda a respiração menor a possibilidades de aflições.

O pensamento racional é uma difícil tarefa para o ser humano, no entanto, mantê-lo sob controle, além de se configurar em árdua tarefa é também, o melhor caminho para uma vida mais centrada e saudável.

O sentimento é companheiro inseparável do pensamento, um acionando o outro por impulsos energéticos, próprio do movimento da vida.

                  O desejo é a mola propulsora da vida, quando a pessoa pensa na realização de algo ou relacionar-se com alguém, isso produz energia que a move rumo ao alvo. Se barrada pela negatividade, que produz tristeza, agressividade e violência, a pessoa deve analisar se tal barreira está associada à sua percepção de não merecimento de algo ou alguém ou de não ser aceita e amada pelos outros. Cada pessoa é única na forma de pensar, sentir, desejar e agir. Quando alguém se aceita e ama-se como é, logo percebe que os outros imediatamente começam a agir de forma semelhante.

                  Buscar a satisfação plena do desejo é uma ilusão, pois a falta, origem do desejo, constituída de energia em movimento, apenas se realiza provisoriamente, mesmo quando o gozo parece ser considerado pleno, logo a falta reacende. Assim, satisfazer um desejo de afeto imaterial, com a utilização de um carro novo, roupas, joias ou uma casa bonita, independentemente de seu valor representativo é simplesmente impraticável.

              Seria fugir da realidade objetiva, supor que a riqueza material não oferece conforto e sensação de segurança e liberdade, no entanto, o sujeito possuidor da riqueza não está livre da carência, fruto da realidade subjetiva da afetividade, herdada e construída nas relações parenterais e delas absolutamente dependente. A felicidade não se constitui no ter, ela se configura no SER. Assim, nenhum objeto preenche o vazio do afeto.

             O grande desafio do ser humano é superar a pressão gerada pela vida em sociedade e alinhar o funcionamento harmonioso do pensamento, sentimento e desejo. Perder o controle ou fixar apenas em um deles é abrir uma porta para o abismo da ansiedade e da angustia, fonte geradora da maioria das doenças. “Felicidade é quando o que você PENSA, o que você DIZ e o que você FAZ estão em harmonia”.  Mahatma Gandhi

 

Acesse agora o link: www.solucoesgnc.com.br, o software de gestão, que vai revolucionar sua empresa contábil. Cadastre sua empresa e solicite uma demonstração sem compromisso. Você vai conheça algo extraordinário!

 

Lauro Milhomem Coutinho

Professor/Psicanalista/Coach/Consultor

 

Anúncios
Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s